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A Sword Health investe 250 milhões em Portugal e aposta na inteligência artificial na saúde
O unicórnio português Sword Health vai investir 250 milhões de euros no país até 2028 para criar um polo global de inteligência artificial na saúde e reforçar a sua equipa de engenharia.
Portugal tem vindo a afirmar-se, de forma discreta mas consistente, como um polo tecnológico relevante na Europa. O mais recente sinal dessa ambição chega pela mão de uma das suas empresas mais promissoras, que decidiu apostar em grande no país.
A Sword Health, o unicórnio nacional com sede no Porto, anunciou um investimento avultado que promete reforçar não só a sua posição, mas também a reputação de Portugal enquanto destino de tecnologia avançada e de inteligência artificial aplicada à saúde.
Um investimento de 250 milhões
Os números falam por si. A empresa vai investir 250 milhões de euros em Portugal até 2028, com o objetivo de criar um polo global de inovação centrado na utilização de inteligência artificial na área da saúde e da reabilitação.
Parte significativa desse valor será canalizada para infraestrutura de computação. Só em 2026 estão previstos cerca de 10 milhões de euros em capacidade de cálculo, um montante que deverá crescer para 27 milhões anuais até ao final de 2028.
Mais emprego e mais engenheiros
O impacto no mercado de trabalho será igualmente notório. A Sword Health pretende aumentar a sua equipa em Portugal dos atuais cerca de 500 colaboradores para mais de 930 profissionais no espaço de apenas alguns anos.
A aposta na engenharia é particularmente clara. O número de engenheiros deverá subir dos atuais 340 para mais de 700, refletindo a necessidade de talento altamente qualificado para desenvolver e treinar modelos de inteligência artificial.
Este crescimento traduz-se também num maior esforço salarial. O investimento anual em recursos humanos deverá duplicar, passando de cerca de 30 milhões para 60 milhões de euros por ano, à medida que a empresa expande as suas operações.
Milhões de doentes já acompanhados

Por detrás dos números financeiros existe já um historial sólido. A Sword Health afirma ter acompanhado mais de 600 mil doentes em três continentes, recorrendo à tecnologia para levar cuidados de fisioterapia diretamente a casa das pessoas.
A escala da utilização é impressionante. A empresa contabiliza cerca de nove milhões de sessões apoiadas por inteligência artificial, um volume que ajuda a treinar e a aperfeiçoar continuamente os seus próprios sistemas ao longo do tempo.
Ligada às universidades
A empresa não quer crescer isolada do meio académico. O plano prevê a atribuição de mais de 60 bolsas de doutoramento e de mestrado até 2028, procurando aproximar a investigação universitária das necessidades reais da indústria.
Estas parcerias abrangem instituições de várias regiões do país, entre as quais a Universidade de Évora, a UTAD e o Politécnico de Castelo Branco, num esforço para não concentrar todo o talento apenas nas grandes cidades do litoral.
As palavras do fundador
O entusiasmo é partilhado pela própria liderança. Virgílio Bento, fundador e presidente executivo da empresa, sublinhou que este passo reforça a visão de um Portugal mais inovador e verdadeiramente capaz de valorizar o seu próprio talento.
Um ecossistema em ebulição
A Sword Health não está sozinha nesta caminhada. Portugal conta com um ecossistema cada vez mais dinâmico, com nomes como a Unbabel a liderar iniciativas ligadas à inteligência artificial responsável, apoiadas por fundos públicos de recuperação.
O desafio, agora, será transformar todo este investimento em resultados duradouros. Se as promessas se concretizarem, Portugal poderá deixar de ser apenas um importador de tecnologia para se tornar um verdadeiro criador de soluções à escala global.






